13 outubro 2009

PEÇA DE NATAL: O BURRINHO A CAMINHO DE BELEM

PEÇA DE NATAL: O BURRINHO A CAMINHO DE BELEM

O BURRINHO A CAMINHO DE BELÉM (Teatro de fantoches)
Personagens: José, Maria, burrinho, dono da hospedaria.
Cenário: Um desenho no fundo do pátio da casa de José e Maria para a primeira parte; uma estrada para a segunda parte; a cidade de Belém para a terceira parte.
Burrinho: Olá! Poucas pessoas se lembram que eu já fiz grandes coisas! Eu carrego cargas e tam-bém pessoas. O meu dono é o José. Olha lá, ele está chegando, parece que está nervoso.
José: Oi Maria. Estou indignado. Sabe qual é a última invenção do rei? Ele mandou todas as pesso-as irem fazer o recenseamento (contagem geral). E não é só isso! Todas as pessoas devem ir se alistar na cidade natal!
Maria: Oh não José! Então nós teremos que ir até a cidade onde moravam os seus avós?
José: É isso mesmo Maria!
Maria: Nós vamos ter que ir até a Belém! É tão longe daqui de Nazaré. Estou preocupada com isso porque está chegando o tempo da criança nascer.
José: É por isso que estou assim nervoso. O melhor é a gente ir logo para chegar a tempo.
Burrinho: Eu ouvi essa conversa. Isto vai sobrar pra mim. Viu só, lá vem o José. Eu não quero ir. A Maria deve ser pesada. Ai, ai, ai.
José: (pega o burrinho e fala para a Maria) Venha Maria traga as coisas para a viagem e vamos logo para Belém. (Maria senta no burrinho e vão caminhando).
Maria: É José, o anjo disse que a criança que está para nascer vai ser o rei prometido por Deus.
José: E o anjo disse para colocar nele o nome de Emanuel. Ele vai ser o Salvador das pessoas. Olha só quantas pessoas estão viajando! Só por causa deste rei que quer contar o povo!
Maria: Ele está fazendo isso só para aumentar os impostos que a gente tem que pagar.
(Enquanto falam José e Maria o burrinho pára).
José: É, coitado do nosso burrinho. Até ele está cansado! (Maria desce do burrinho ajudada por José).
Burrinho: (falando só para o público:) Ai, estou tão cansado que mal agüento parar de pé! Ainda bem que o José e a Maria param de vez enquanto para eu descansar. Mas vejam como eles estão cansados também. Mas lá na frente vejo uma vila. Pelo que sei deve ser Belém. Nossa, quanta gente! Parece até que vai ter uma festa! (Maria sobe no burrinho e continuam a caminhada. Chegam a Belém.)
José: (Bate na porta de uma hospedaria) Tem pouso para mim e a minha esposa? Nós estamos muito cansados e parece que está chegando a hora do neném nascer!
Dono da hospedaria: Parece que ninguém tem um lugar vazio aqui em Belém. Todas as hospedari-as estão cheias e aqui também não tem lugar para vocês. Talvez na pensão do tio Raimundo tenha ainda um lugar. Vão por aquela rua ali que vocês logo vão encontrar!
Maria: (chora baixinho)
Burrinho: Será que não entendem que é o filho de Deus que quer um lugar? Estão todos tão preo-cupados que não olham ao seu redor? Ninguém quer ajudar!
Tio Raimundo, o dono da estrebaria
Personagens: Tio Raimundo; Pedrinho, esposa de Tio Raimundo, viajante, José, Maria e o burri-nho.
Cenário: Um desenho do pátio de entrada da pensão.
Tio Raimundo: Está chegando tanta gente aqui em Belém que até parece um formigueiro! Estou preocupado. Será que vai ter um lugar para todos? O Pedrinho, você já limpou a estrebaria?
Pedrinho: Já, pai, tá bem limpinha.
Tio Raimundo: É, Pedrinho, neste fim-de-semana vai encher de gente a nossa hospedaria. O Impe-rador mandou fazer a contagem das pessoas que moram no país. Tem que estar tudo limpinho por aqui.
Pedrinho: Pai, parece que já tá chegando muita gente na cidade. E tem alguns para cá.
Viajante: (chega e se dirige a Tio Raimundo) Boa tarde. O senhor tem um lugarzinho na sua hos-pedaria para mim e minha família? Somos em cinco.
Tio Raimundo: Tem, sim. Como é que foi a viagem de vocês?
Viajante: Foi muito boa. Adiantei-me um pouco porque acho que vai ter muita gente aqui em Be-lém.
Tio Raimundo: Sim, nós já nos preparamos. Vai vir gente de todo lugar. Até de Nazaré virão se a-listar aqui em Belém. Não sei onde vai ter lugar para todo este pessoal. Pedrinho, vem cá. Mostra para este senhor e sua família onde vão ficar. E vê se ajuda a levar as coisas, filho.
(Pedrinho sai com o viajante e chega a mulher de tio Raimundo)
Tio Raimundo: Pois é, mulher. Já tem gente demais na hospedaria e chegou mais uma família ago-ra. Vamos colocá-los na nossa sala? Sabe, é um dinheirinho a mais que entra, né?
Mulher: Se for por poucos dias até que pode, Raimundo. Só que agora não tem mais lugar mesmo. Só na estrebaria. Se chegar mais alguém, diz logo que não tem lugar.
Pedrinho: (chega de volta e diz:) Pai, mãe, tem mais uma família chegando aí. A mulher está mon-tada num burrinho e espera um nenê.
(Chegam o José e a Maria e dirigem-se para tio Raimundo:)
José: Boa tarde. Aqui é a hospedaria do Tio Raimundo?
Tio Raimundo: Sim, seu moço. É aqui mesmo. E o senhor e sua senhora, de onde são?
José: Eu sou José, de Nazaré e minha esposa Maria está grávida. Demoramos um pouco na viagem e não conseguimos lugar para ficar. Disseram que talvez o senhor nos arranjasse um lugarzinho. Acho que o nenê vai nascer esta noite.
Tio Raimundo: Eu vou tentar achar alguém que queira ceder o lugar para vocês. Esperem um pou-co que já volto.
(Dirige-se para o viajante que chega de um lado e fica observando:)
Tio Raimundo: O senhor não poderia ceder um lugarzinho junto da sua família para que a dona Maria ganhe o seu filho?
Viajante: Lamento muito, mas acho que não vai dar, já tenho um filho dormindo no chão. Não tem mais espaço. Além disso, pelo que ouvi, esta gente é de Nazaré. Não deve ser gente boa. De Nazaré não sai nada de bom.
Tio Raimundo: Pois é, seu José, acho que não vai dar. Já está tudo lotado. Não sei como ajudar.
Pedrinho: Pai, lembra o que a mãe disse? Não tem mais lugar e só na estrebaria cabe mais alguém.
Tio Raimundo: Meu filho, não diz uma coisa dessa! Que bobagem!
José: Não, seu Raimundo, não é bobagem não. Nós estamos necessitados, a criança está para nas-cer. A estrebaria serve. Lá pelo menos estamos abrigados, não ficamos na rua.
Tio Raimundo: Então está bem. Pedrinho, leve o casal até lá.
(Pedrinho sai com José e Maria e tio Raimundo fala:)
Tio Raimundo: Acho que esta gente humilde não merece isso. Mas o que eu posso fazer? A crian-ça vai nascer lá no meio dos animais! Sinto que eu deveria ter dado a minha própria cama para eles. Bem, agora é tarde, eles já estão na estrebaria.
Os animais compartilham sua casa com Jesus
Personagens: galo, vaca, cabrito, Pedrinho, José, Maria, burrinho, pastores de ovelhas.
Cenário: Um desenho do interior da estrebaria.
Galo: Có, có, có.... Ei, pessoal, aí vem o Pedrinho e ele não está sozinho. Nossa, quem é aquela gente? Nunca os vi por aqui.
Vaca: Mu, mu, mu,... Só pode ser aquela gente que encheu a cidade. Nunca vi tanta gente em Be-lém. O Tio Raimundo até me xingou porque eu não dei muito leite ontem! Mas é que o bezerro mamou demais!
Cabrito: Vamos ficar quietos, vamos escutar o que o Pedrinho está falando.
(Vem chegando o Pedrinho trazendo o José e Maria e o burrinho)
Pedrinho: Pois é, seu José, não sei se vai servir, mas é esta a estrebaria de que o pai falou. Podem entrar e se ajeitar por ai.
Vaca: Mu, mu... O quê? Eles vão pôr gente dentro da nossa casa? Era só o que faltava!
José: Serve, sim, meu filho. O importante é que a mãe e o nenê tenham um lugar para ficar. E aqui parece bem quentinho, quentinho e gostoso depois de um viagem tão cansativa!
Burrinho: Chii... acho que estes meus amigos aí não gostaram muito da idéia de dar a sua casa pa-ra nós. Mas, coitada da Maria, o nenê está para nascer e ela viajou de Nazaré até aqui. Se eles soubessem que é o filho de Deus que vai nascer, não ficariam com estas caras.
Galo: Có, có, có... E eles vão entrar mesmo na estrebaria. Coitados dos meus amigos. Vão perder a casa. Ainda bem que eu tenho o meu poleiro.
Cabrito: Béé, béé... Já vi que agora vão tirar a nossa casa. O que vamos fazer, heim?
Vaca: Mu, mu, mu... Acho que vou perguntar para o burrinho que está com eles. Nem sei se ele vai conseguir falar, está com um jeito cansado. Eí, você aí, seu burrinho! Como é que vocês entram em nossa casa assim no mais?
Burrinho: Olhem, amigos! Nós viemos de Nazaré, viajamos devagar, pois a minha dona, a Maria, está esperando um nenê e, pelo que entendi no caminho, quando eles conversavam, é que este nenê é o filho de Deus, é o rei que vem para salvar o mundo.
Galo: Có, có, có... Um rei nascendo aqui, no meio desta sujeira? Ah! esta não!
Burrinho: É que ele vai ser um rei diferente. Não sei se entendi bem, mas falaram em Príncipe da Paz, Conselheiro, Messias. Coitada da Maria, vai ter o seu filho, um rei, no meio das palhas.
Vaca: Mu, mu, mu... Ei, pessoal, já pensaram que confusão um nenê aqui dentro do cocho?
Cabrito: Béé, béé... Calma, pessoal, pensem bem. Não há mais lugar na cidade e não podemos dei-xar o nenê e sua mãe na rua Saiam, agora saiam, dêem lugar para que eles passem a noite. Enquanto eles ficam na estrebaria nós ficamos lá fora conversando até o nenê nascer.
Galo: Có có, có... O cabrito tem razão. Não é legal deixá-los lá fora. Saiam, saiam ....
Vaca: Mu, mu, mu... Pois é mesmo. Nós só estávamos preocupados conosco. Não lembramos do sofrimento e do cansaço desta mãe, do seu esposo e também do nosso amigo burrinho. Desculpe, amigo “burrinho”, pela falta de amor que tivemos para com vocês. Nós sentimos muito, estamos arrependidos, e também felizes porque agora reconhecemos o nosso erro e podemos alojar este “rei diferente”. Imagi-nem, um rei nascendo aqui, na nossa estrebaria!?
Burrinho: O que é isso, amigos! O importante é que Maria, José o nenê que vai nascer já tem um lugar para ficar. Obrigado, amigos!
Pedrinho: Entra, seu José. Olha! Até parece que os animais entenderam que vocês vão ficar aqui, pois estão todos saindo da estrebaria. (Os animais saem para o lado de fora da estrebaria).
Maria: Obrigado, Pedrinho.
Maria: Você e seus pais foram muito gentis em nos ceder este lugar. Vou entrar, José. Acho que o nenê vai nascer esta noite. (Pedrinho sai)
José: Vou arrumar aquelas palhas e cobrir com minha manta. Vou preparar também um lugarzinho no cocho para deitar o nenê depois que nascer.
(Novamente os animais estão conversando, agora do lado de fora da estrebaria)
Cabrito: Béé, béé... Olhem amigos! O que é aquilo lá no céu, acima de nossa casa?
Vaca: Mu, mu, mu... É uma estrela! Que lindo! Por que será que ela está lá?
Burrinho: Eu não lhes disse que aqui nasceria um rei? Ele é o filho de Deus. Aquele que Deus en-via para mostrar o caminho do amor. Vocês não queriam acreditar!
Galo: Có, có, có... Vim correndo assim que vi o brilho daquela estrela. Que maravilha! Olhem! Quem são aqueles?
Vaca: Mu, mu, mu... são os pastores de ovelhas. Eles estão olhando o nenê!
Cabrito: Béé, béé...Olhem, eles estão adorando o nenê!
Galo: Có, có, có... E nós, o que vamos fazer para o menino?
Burrinho: Como? Vocês já fizeram muito
Vaca: Mu, mu, mu... Eu não entendi. O que nós fizemos?
Burrinho: Vocês deram o seu lugar para Jesus. Isto foi o maior presente que ele ganhou. Na vida de Jesus muitos cederão seu lugar a ele, mas outros o rejeitarão. Vocês foram bondosos, deram com amor a sua casa para ele nascer. No futuro as pessoas darão a sua vida a ele, vivendo o amor que ele veio ensi-nar, vivendo e dando aquele amor que dá tudo pelos outros. Vocês entenderam o que ele veio ensinar e cederam seu lugar para ele. Isto foi uma coisa muito linda!
Todos os animais cantam juntos: Entre a vaca e o burrinho, dorme, dorme o menininho,
voam anjos mil, cena tão gentil,
voam ao redor daquele Deus de amor.
Entre o galo e o cabritinho dorme, dorme o menininho,
voam anjos mil, cena tão gentil,
voam ao redor daquele Deus de amor.
Na manjedoura bem quietinho dorme, dorme o menininho
E as estrelas mil trazem sua luz
para alegrar o sono de Jesus.
Sugestão para o uso deste teatro:
Saudação
Oração inicial
Cantos de advento e Natal: (cantados pela comunidade)
Apresentação da primeira história: “O burrinho a caminho de Belém.”
Cantos: apresentados por um grupo da comunidade (culto infantil)
Apresentação da segunda história: “Tio Raimundo, o dono da estrebaria.”
Cantos: apresentados por um grupo da comunidade (ensino confirmatório)
Apresentação da terceira história: “Os animais compartilham sua casa com Jesus.”
Cantos: apresentados por um grupo da comunidade (OASE e/ou JE)
Oração final: agradecimento pela reunião da comunidade, pelo menino que nasceu e pela união que veio pregar. Pedidos por paz e amor entre as pessoas e os povos em torno daquele que é o símbolo da paz e do amor.
Confraternização da comunidade: sugestão de um chá com os alimentos trazidos pelas pessoas da comunidade. Estamos, assim, repartindo não só a mensagem do menino que acaba de nascer, mas tam-bém toda a nossa vida!
(Adaptação do Manual do culto infantil 1986 p.189-197)

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