28 agosto 2017

Apostila de auxílio aos Professores Depto Infantil


APOSTILA BÁSICA PARA PROFESSORES EVANGELISTAS DE CRIANÇAS


“Procura apresentar-te diante de Deus aprovado,
como obreiro que não tem de que se envergonhar,
que maneja bem a palavra da verdade.”
(II Timóteo 2:15)



INDICE

1. O PAPEL DA IGREJA
2. O PAPEL DO PROFESSOR
3. PSICOLOGIA INFANTIL
4. PREPARANDO A LIÇÃO BÍBLICA
5. ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM BÍBLICA
6. TRABALHOS MANUAIS QUE ENSINAM
7. RELAÇÃO PROFESSOR X ALUNO
8. EVANGELISMO
9. O LOUVOR



1. O PAPEL DA IGREJA

A IGREJA E A CRIANÇA

INTRODUÇÃO:

I - A Igreja deve oferecer às crianças:

- Uma mensagem Bíblica – Atos 20:27;
- Mostrar aos pais suas responsabilidades quanto a Educação dos filhos – Dt. 6:6-7, Ef. 6:4, II Tim. 3:14,15;
- Professores bem preparados;
- Literatura;
- Meios de comunicação;
- Acomodações adequadas;
- A criança no seio da Igreja. At. 2:39, Jo 1:12, Ef. 2:8, Ef. 1.1, Ef. 5:22 e 25 e Ef. 6:1 – filhos= crianças santas. Paulo repete à Igreja de Colossos – Cl. 1:2 e 3:20. Na Igreja de Creta havia crianças salvas. Paulo recomenda – Tito (1:6) cuidar.
- A Igreja precisa investir na criança, a Igreja que cuida de seus cordeiros – suas crianças terá como retorno uma liderança forte, amadurecida e consagrada ao Senhor.
Os teus filhos edificarão as antigas ruínas. Isaias 58.12

II – O papel da Igreja no crescimento espiritual das crianças:
– ZELO
Jesus acreditava na educação, pois é através do ensino que se forma ideais, atitudes e conduta. Mat. 28:19,20;
Jesus indignou-se e repreende os discípulos dizendo: “Deixai vir a mim os pequeninos”.

Notemos as expressões em Dt. 6:6 e 7, Sl. 78:1-8, Dt. 31:12 e 13 e II Tim. 3:14,15.

Jesus ordenou, evangelizar, ensinar, e a força propulsora do crescimento na Igreja foi o ensino.
- A igreja precisa assistir as Famílias:

O Deus que a criança precisa amar e conhecer se apresentará a ela conforme a atitude de seus Pais. (Dt. 6:6 e 7).

A Igreja precisa desafiar os pais a assumirem o seu papel, a reconstruir o altar d família, ou choraremos amargamente uma geração de filhos de Eli – I Samuel 2:12-17 e 3:12-14.

A Igreja precisa prover e treinar a liderança:

- Desenvolver o espírito de cooperação;

- Ter mais coordenação de trabalho;

- Ensino mais eficiente;

- Desenvolver melhor os professores;

- Variedades nos programas;

- Distribuição de tarefas entre os professores.

A Igreja precisa prover espaço e equipamentos

A igreja precisa melhorar sua metodologia no trabalho com as crianças:

- Determinar o programa de educação cristã, disse Russeau, educador suíço, “a criança raramente esquece o que faz.”

Toda mudança requer coragem. A Igreja é responsável em criar ambientes que proporcione condições das crianças crescerem com harmonia. Com obreiros bem treinados e eficientes, só assim haverá história na educação religiosa, e no crescimento espiritual das crianças.

A igreja, provendo lideranças, espaço, material, conscientizando a Igreja quanto ao valor dos pequeninos. Ela cumprirá o seu papel de envolvimento missionário.


Bibligrafia: Bíblia, Edição Contemporânea. Price, J. M. A Pedagogia de Jesus. Bíblia Vida Nova: Russel P. Shedd. Seminário: Redv. Vassilius Constantinidis.




2. PROFESSOR – EVANGELISTA DE CRIANÇAS


UM CARGO SÉRIO E ELEVADÍSSIMO!

REQUISITOS NECESSÁRIOS

1. ATRIBUTO - O que é próprio de cada um.
Professor de criança – na Escola Dominical ou na semana deve ser: crente, corajoso e dinâmico.

2. VOCAÇÃO – Qualidades e aptidões
I Cor. 7.20 e I Cor. 1:26

3. DEDICAÇÃO – Zelo e interesse TOTAL em fazer algo.
Interesse e disposição em fazer o melhor de forma criativa.

4. AMAR A CRIANÇA A PONTO DE DOMINA-LA
Conversar com as crianças, sem criticá-las, é uma boa maneira de demonstrar-lhes amor. Tenha sempre um sorriso para elas. Este amor deve ser mantido com autoridade. Sendo necessária uma repreensão, repreenda de modo meigo, com amabilidade, lembrando-se e que “a resposta branda desvia o furor” (Pv. 15:1).

5. CAPACIDADE PARA ENTENDER A CRIANÇA
Sentir amor pelo trabalho e compreender as necessidades da criança de aprendizagem e afeto e, sobretudo, conhecimento de Deus.

6. MORAL PERANTE A IGREJA
Possuir qualidades morais é essencial para o professor(a) de crianças da Escola Dominical. O seu exemplo fala mais que palavras.

7. SER EDUCADO NO TRATO
As crianças gostam de ser bem tratadas. A Bíblia diz: “a ninguém tratais mal” – Lc. 3:14 “quem é sábio e entendido, mostre pelo bom trato...”

8. NÃO TRANSMITIR PROBLEMAS ÀS CRIANÇAS
Equilíbrio emocional, calma e capacidade de dominar suas reações emocionais.

9. SENTIR-SE RESPONSÁVEL PELA SALVAÇÃO E FORMAÇÃO ESPIRITUAL DA CRIANÇA
Apresentar o plano da salvação e ensinar a criança que deve mostrar sua gratidão a Deus. I Sam. 13:14.

10. LINGUAGEM ADEQUADA AO NÍVEL DA CRIANÇA
I Cor. 14:9 – “Se com a língua não pronunciares palavras inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como falando ao ar.”


11. TER CONHECIMENTO BÍBLICO
Rom.12:27 – Se é ensinar, haja dedicação ao ensino”
Pesquisar, ler e pedir orientação de Deus.

12. NÃO FUGIR DO ASSUNTO DA LIÇÃO
Não desvie, não afasta-se do assunto. Pode dar exemplos, mas que estejam ligados ao tema. Veja o tópico principal e trabalhe em torno dele.

13. ESPÍRITO DE LIDERANÇA
O líder procura compreender cada criança para conseguir a cooperação de todos. Vê o aluno como uma pessoa capaz de descobrir, idealizar e criar. Utiliza mais a recompensa do que o castigo.





3. PSICOLOGIA INFANTIL

DIVIDINDO AS CLASSES

- MATERNAL – 2, 3 anos
- PRINCIPIANTES – 4, 5 anos
- PRIMÁRIOS – 6, 7 , 8 anos
- JUNIORES – 9, 10, 11 anos


Estas divisões são arbitrárias e poderão ser modificadas. Cada uma poderia ser subdividida, conforme o número de alunos e o espaço disponível.

Quanto menor a idade, maior a diferença no desenvolvimento da criança de um ano para o outro. Há grandes diferenças entre um menino de 9 anos e outro de11 anos. Mas a diferença entre 2 aninhos e 3 é muito maior. Numa escola dominical; pequena, onde talvez não seja possível separar os alunos de acordo com as normas ideais, é bom ter este fato em mente ao separar as classes. Não é recomendável juntar, por exemplo, as Classes Maternal e Principiantes. Tanto as crianças menores, como as maiorzinhas, ficarão prejudicadas.


MATERNAL
( 2 e 3 anos) –


A – CORPO
(Fisicamente em desenvolvimento – atividade, energia e cansaço)



B – MENTE (CONCENTRAÇÃO INTENSA E CURTA)
Concentração curta mais intensa: Pode concentrar-se numa só idéia por vez, e focaliza uma imagem apenas. Não divide sua atenção. Não pode chorar e olhar uma vaca ao mesmo tempo. Sua tenção é governada por circunstâncias. Pode prestar atenção na mesma coisa só dois ou três minutos de cada vez.

C – EMOÇÕES
1. Reage ao Clima emotivo;
2. Procura novas sensações;
3. Não tem inibições;
4. Muito sensível;
5. Assusta-se facilmente.

D – VONTADE
Descobre que pode tomar decisões próprias, que é um indivíduo. Esta idade é caracterizada pelo “não”, tanto da parte do adulto que lida com a criança, como da parte da criança.

E – RELAÇÕES SOCIAIS
Egoísta e Simpática.

F – ESPÍRITO – Idade da Inocência

RESUMO

A CRIANÇA NESTA IDADE É:
Fisicamente – ativa
Mentalmente – descobridora
Emocionalmente – sensível
Volitivamente – moldável
Socialmente – tímida
Espiritualmente – imitadora

G – COMO ENSINAR A CRIANÇA DA CLASSE MATERNAL
Chave: Uma idéia por vez, repetida e variada.

1. Sala adequada;

2. Clima emocional positivo: Visto que nesta idade a criança aprende muito através das emoções, devemos criar um ambiente de paz, ordem, beleza, sossego e atividade interessante.

3. Professores: A escolha de professores vocacionados para a Classe maternal é de grande importância. A tonalidade de sua voz, seu carinho, vivacidade, etc., contribuirão para a criação do clima emocional já mencionado.

4. Abundante material Ilustrativo.

5. Música: Deve-se usar a música na hora de trocar de atividades, assim como para o período de cânticos.

6. Ensino Adequado: A criança desta idade deve assimilar os seguintes conceitos:
Deus fez tudo.
Deus nos ama muito, individualmente.
Ele nos dá tudo que temos.
É muito agradável conhecer Deus.
Ele está perto e podemos falar com Ele.
A bíblia é o livro que Deus nos deu; é um livro muito especial.
Por meio de Cristo podemos fazer parte da família de Deus.
Quando fazemos um erro, devemos logo falar com Deus a respeito.
Ele tem um meio para resolver este problema.



PRINCIPIANTES
(4 e 5 anos) –

A – CORPO

1. Energia e atividade física.
2. Desenvolvimento dos Músculos Menores.
3. Cansa-se facilmente.
4. Gosta de cuidar da sua própria pessoa, no possível.

B – MENTE

1 – Atenção limitada, mas aumentando
2 – Vocabulário crescente: Normalmente, conhece de 1.500 a 2.000 palavras.
3 – Curioso e perguntador.
4 – Começa a relacionar as informações e utiliza-las para resolver problemas.

6 – Memória: Aprende com facilidade e esquece com a mesma facilidade.

5 –Imaginação muito ativa: Nem sempre sabe distinguir entre aquilo que imaginou e o que realmente aconteceu.

C – EMOÇÕES

1 – Sente Intensamente.
2 – Crescente sentindo de ritmo: Aprecia marchas e músicas com ritmo acentuado e sabe marcar o ritmo.

D – VONTADE
Imita as ações e atitudes de outros, age por sugestão e pelo que sente.

E – RELAÇÕES SOCIAIS
Duas coisas lutam no interior da criança nesta época: o egoísmo e a necessidade de aprovação social.
F – ESPIRITO
Esta é a idade em que as crianças, normalmente, demonstram mais interesse pelas coisas de Deus e começam a reconhecer o certo e o errado. São confiantes em Deus e nas pessoas ao seu redor, mas já enfrentam momentos de dúvidas à medida que reconhecem o bem e o mal.

RESUMO

A criança nesta idade é:
Fisicamente – ativa
Mentalmente – perguntadora
Volitivamente – cooperadora
Socialmente – amiga
Espiritualmente – confiante


G – COMO ENSINAR CRIANÇAS PRINCIPIANTES
Chave: Uma idéia mais complexa por vez, repetida e variada.

1. Sala, música, clima emocional, etc.

2. Dramatização de histórias: As crianças desta idade gostam de “fazer de conta”; assim, a dramatização é um versículo muito interessante para o seu ensino. Sendo eles as pessoas que vão fazendo as coisas, o ensino torna-se real.
3. Ensino adequado: Devem ser recolhidas histórias bíblicas e da vida real que ensinem: O Caminho da Salvação ; Como Falar com Deus; É bom estar na Casa de Deus; Quero Compartilhar com os outros; A Bíblia é o recado de Deus Testemunhos aos outros (missões e testemunho pessoal)

4. MÉTODOS DE ENSINO
Usa-se os mesmos sugeridos para o Maternal dando mais ênfase à dramatização. Acrescenta-se lições de cartazes, assim como “Ovelha Perdida”, “A Galinha Vermelha” , “Bolinha”.(APEC)




PRIMÁRIOS
(6,7 E 8 anos)


A – CORPO
O desenvolvimento físico dos primeiros anos agora dá fruto na capacidade manual: construir, jogar, etc.



B – MENTE
Esta é a idade de boa memória e muita imaginação, que a criança utiliza mesmo. Muitas já sabem ler e escrever. Poderemos prender sua atenção por um período maior agora – de 8 a 20 minutos, e ás vezes muito mais, de acordo com a intensidade do seu interesse no assunto e a apresentação do mesmo.

C – EMOÇÔES
Quer ter experiências satisfatórias. Fica irritada quando não pode atender a um instinto natural, como a necessidade de se mexer depois de algum tempo sentada. Zanga-se quando fracassa. Fica ressentida ao ser interrompida numa atividade interessante.

D – VONTADE
A criança está mais pronta a cooperar nesta idade do que em qualquer outra.

E – RELAÇÕES SOCIAS
Sua relação com o mundo de fora é cada vez maior. Gosta de brincar com outras crianças, de conversar, de imitar o que os outros fazem.

F – ESPIRITO
Precisa de Cristo como Salvador. Se não fez ainda sua decisão ao lado de Cristo, não é difícil convencê-la da sua necessidade, pois sabe muito bem distinguir entre o certo e o errado e quer ser boa, mas não consegue.

RESUMO
 Fisicamente – realizador
 Mentalmente – lento
 Emocionalmente – impaciente
 Volitivamente – cooperador
 Socialmente – camarada
 Espiritualmente – discriminador

G – COMO ENSINAR PRIMÁRIOS
Chave: Atividade – descrita, demonstrada, vivida




JUNIORES
( 9, 10 e 11 anos)

A – CORPO
Crescimento relativamente lento, mas gosta de comer e de se mexer muito.

B – MENTE
Tem sede de saber e aprender. Gosta muito de leitura. Memória muito boa;o que lhe ensinamos agora permanecerá o resto da vida. A memorização das Escrituras é importante neste período.
Colecionador: gosta de juntar figurinhas, selos de correio, bola de gude, etc.
Já sabe relacionar tempo, espaço e acontecimentos, onde, quando, porquê.

C - EMOÇÕES
INTÉRPRIDO: Tem muita confiança na sua capacidade de vencer.

D – VONTADE
Rebela-se contra “ditadores”; gosta de quem demonstra simpatia e carinho. Deseja direção na vida, que parece um caminho desconhecido e, às vezes, espinhoso.

E – SOCIAL
Competidor barulhento e briguento: gosta de competir com todo mundo, de fazer barulho, de brigar. Fica mais à vontade ao ar livre, onde tem bastante espaço.
Não aprecia o sexo oposto.
Começa a ter senso de responsabilidade, que deve ser encorajado e desenvolvido.

F – ESPIRITUAL
Reconhece o pecado como pecado e sente a necessidade de se livrar das conseqüências.
Esta é a idade quando devemos apontar-lhe a necessidade de preparar-se para o serviço que Deus quer que faça no futuro e de orar a respeito do futuro companheiro.


RESUMO
Fisicamente – valente
Mentalmente – investigador
Volitivamente – Independente
Socialmente – expansivo
Emocionalmente – intrépido
Espiritualmente – realista

G – COMO ENSINAR JUNIORES
Chave: verificação do ensino – praticando-o

1. Ensino adequado
Os mesmos ensinos e doutrinas apresentados nos anos anteriores. Enfatize a consagração.

2. Histórias
Deve tratar de um HERÓI que soube enfrentar dificuldades e vencer

3. Perguntas
Inclua um período de perguntas em sua aula. Além de perguntar: Onde?, O que?, e Quem?, deve-se perguntar: Por que?.



4. Experiências e comprovações
Esta é uma idéia quando as verdades bíblicas e o ensino prático devem ser experimentados e comprovados na vida do aluno. Ao ensinar que é bom ajudar os outros, deixe os alunos comprovar este fato ajudando instituições de crianças doentes e necessitadas.

Referências Bibliográficas:
JOHNSON, Eunice V. e FAY, Roberta. Psicologia da Criança - 3ª Edição- APEC – 1.986.






4. PREPARANDO A LIÇÃO BÍBLICA


UM PROFESSOR SÁBIO

Vamos considerar sete requisitos que devem estar presentes em um professor ou professora que desejam obter êxito em sua tarefa de ensinar. São os sete “E” do professor sábio:

Estes sete “E” devem estar interligados:
 Expectativa
 Esforço
 Evangelismo
 Ensino
 Estratégia
 Estilo
 Espirito Santo



(1 ) EXPECTATIVA
É muito interessante observar quanta diferença faz quando o professor vai dar início ao preparo da sua lição e adota uma atitude negativa: - Ah! Daniel na cova dos leões? De novo esta lição? Minhas crianças já a conhecem...
Ou, quando a atitude é positiva: - Que bom! Não vejo a hora de transmitir esta lição. Desta vez vou enfatizar a soberania de Deus. Minhas crianças precisam deste ensino!
Há professores que não têm nenhuma esperança de ver resultados na vida dos alunos. Estão sempre pensando: - Esta turma é difícil. Eles não tem interesse. São indisciplinados. Não querem nada com Deus.
Há outros, porém, que anseiam por ver resultados. Estão cheios de expectativa. Têm esperança de ver seus alunos vindo a Cristo e crescendo nas coisas de Deus.
Aqui se aplicam as palavras do Senhor: “Seja-vos feito conforme a vossa fé”.
A expectativa é um ingrediente de muita importância na vida de um professor eficaz. O primeiro passo, para tornar-se um professor sábio, é checar sua expectativa.

(2) ESFORÇO
O ensino demanda trabalho, esforço, dedicação.
Questionamos então a você prezado professor: - Com quanto tempo de antecedência você prepara sua aula? –
Sem o esforço no preparo da lição não há como apresentar um ensino eficiente. Um bom preparo exigirá do professor que leia o texto na Bíblia pelo menos três vezes.
Na 1ª vez, a leitura tem o objetivo apenas de observação (texto e contexto).
Na 2ª leitura, o professor teve ter mente a seguinte pergunta: - O que significa este texto? O objetivo é a compreensão. O esforço do professor deve ser para compreender o que Deus queria transmitir aos que primeiro receberam aquela palavra.
Na 3ª leitura, o professor busca a aplicação do texto, fazendo a si mesmo a pergunta: “O que o texto significa para mim? E para meus alunos?
O esforço do professor se verifica não apenas nas várias leituras bíblicas que ele deve fazer, mas na consulta ao dicionário, ao comentário bíblico, à concordância, ao livro ou revista de orientação que está sendo seguido. Sem este esforço em preparar-se bem, não há como conseguir um ensino eficaz.

(3) EVANGELISMO
Ao preparar uma lição é preciso verificar a possibilidade de explicar, durante a mesma, as verdades da mensagem da Salvação. O professor deve estar preparada para anunciar o evangelho para as crianças ainda não salvas em sua classe.
A medida que as crianças vão ouvindo o ensino e conhecendo a história que está sendo contada, há situações relacionadas aos personagens que são oportunas para a apresentação do plano de Salvação.
O professor deve planejar o momento mais apropriado para falar sobre o pecado, explicando o que é pecado e dando exemplos. Noutro momento, adequadamente escolhido, ensinará sobre a solução de Deus para o problema do pecado, falando sobre quem é Jesus Cristo e o que Ele fez por meio de Sua morte e ressurreição. O professor deve procurar também a melhor oportunidade em meio aos incidentes da história para ensinar sobre a Pessoa de Deus e o Seu amor.
Evangelizar, por meio de uma história bíblica, implica em dar uma oportunidade, ao final da lição, para que a criança receba a cristo como seu salvador. O convite sempre deve ser baseado num versículo: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”, “A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus”.
O professor sábio compreende isto e alegremente aproveita todas as oportunidades.

(4) ENSINO
Para os alunos que já são salvos, o professor deve providenciar ensino a fim de que cada aula seja uma ocasião para o crescimento deles na vida cristã.
É importante que se preste muita atenção no texto, procurando compreender qual é o ensino principal. Este ensino, uma vez compreendido, será enfatizado durante a lição, dando aplicações práticas para os alunos, ou seja, sugerindo-lhes situações em suas vidas diárias quando podem colocar em prática o que a Palavra ensina.
Na lição de Moisés, o ensino principal pode ser confiar em Deus, tomando como exemplo Joquebede, a mãe de Moisés, ensine a seus alunos que Deus quer que eles confiem nEle quando passarem por problemas difíceis.
A criança salva precisa crescer em sua vida cristã. Os ensinos que o professor sábio apresenta em cada aula serão as “vitaminas” necessárias ao crescimento dela.

(5) ESTRATÉGIA
O professor deve preparar um esboço de sua lição, detalhando em ordem os fatos da história e os ensinamentos que deseja apresentar.
Uma boa estratégia e planejar um começo promissor, vivo e interessante. O ideal é despertar no começo um ar de mistério ou suspense, ou lançar uma espécie de problema ou ponto de interrogação. No final da lição, no ponto alto, o problema apresentando será solucionado.
Na lição da cura do cego Bartimeu, o ponto alto é quando os olhos deles se abrem e ele, agora curado, vê Jesus. Comece a lição pedindo que as crianças fechem os olhos e permaneçam assim até que você conte até dez. Ao dizer nove, lance a pergunta: Você já viu um cego voltar a enxergar? Não espere resposta. Diga dez, peça que abram os olhos e comece a contar a lição. No final repita a pergunta: Você já viu um cego voltar a enxergar? Será que alguma daquelas pessoas já tinha visto um cego voltar a enxergar? Mas quando Jesus disse: “Recupera a tua vista; a tua fé te salvou”, imediatamente o cego tornou a ver!
Esta estratégia é muito útil para se conseguir a atenção dos alunos.

(6) ESTILO
o professor sábio apresenta-se com uma postura correta e também atraente. Ele deve ter habilidade no falar, usando palavras que as crianças possam entender, evitando gírias, palavras difíceis e maneirismo (né, então, etc.). Deve exercitar-se para saber modular a voz, ora mais alta, ora mais baixa, mais rápida ou mais lenta, dando vida às diversas situações da história.
É preciso cuidar também dos gestos. O professor não deve ficar estático diante de sua classe, mas deve igualmente evitar gesticular de forma exagerada, ou gestos repetitivos, que podem distrair a atenção dos alunos (arrumar o óculos, o cabelo, a roupa, etc.). A dose certa de gestos tornará sua aula agradável.
O olhar do professor deve comunicar seu interesse pelas crianças. Ele deve incluir toda a classe em seu olhar. Deve olhar as crianças em seus olhos.
Deve ter habilidade na colocação das figuras no flanelógrafo (quando estiver usando este método tão interessante) ou ao virar as paginas de uma lição visualizada em cartazes. A maneira como o professor se veste, manuseia a Bíblia ou se comporta fora da sua classe também demonstram seu estilo, o professor sábio usará todos estes pequenos detalhes para reforçar seu ensino.

(7) ESPIRITO SANTO
o professor sábio e eficaz é aquele que faz toda a sua parte e compreende que, sem o Espirito Santo, não conseguirá resultados. O professor deve orar pelo preparo , por seus alunos e por sua aula. Ficar na dependência do Espirito Santo é que fará a diferença.
O trabalho é do Senhor, por meio dEle e para Ele. Muitas vezes na Seara do mestre, um é eu planta, o outro rega, mas o crescimento vem de Deus. O Senhor, e não o professor, é que é responsável pelos resultados. Mesmo sem vê-los, o professor sábio é fiel em fazer a sua parte, lançando a preciosa semente da Palavra.
Quem ocupa a posição de professor de crianças precisa cuidar de sua própria vida espiritual e seu testemunho. Só um professor cheio do Espirito Santo pode ser um eficiente instrumento de Deus para uma rela transformação de seus alunos.






I – COMO APRESENTAR UMA LIÇÃO EMPOLGANTE

Conheça bem a história

1. Conheça a ordem dos eventos e os detalhes da história.
2. Defina claramente com antecedência os locais na história onde as aplicações serão feitas;
3. Esteja preparado para contar a história com confiança;
4. Não memorize palavra por palavra, mas use o esboço da lição Bíblica como guia;
5. Nunca leia a história para as crianças;

Apresente a história de maneira clara
1. Conheça o pano de fundo da história
• É importante apresentar os personagens bíblicos na situação política, social e espiritual na qual eles viveram;
• Use dados específicos concernentes a lugares, tempo e situações.
• As crianças entenderão os eventos de acordo com a descrição do professor, não mais, nem menos.
2. Assegure-se de que todos os eventos sejam contados em ordem cronológica.
3. Conte a história caminhando para o clímax, desde o começo.


Envolva-se profundamente na lição
1. Volte no tempo e viva a história, como se estivesse de fato lá. Veja, ouça, participe na ação dos personagens Bíblicos;
2. Use imaginação e criatividade;
3. Use muito mais ação do que descrição.


Dramatize a historia
1. Use sua voz de maneira efetiva:
• Fale rápido quando a ação é rápida e intensa. Fale devagar para demonstrar movimento lento;
• Transmita emoção através e sua voz. Use tonalidades diferentes para cada situação (carinhoso – para amor, triste – para uma situação difícil, forte- para coragem).
• Use mudança na voz; ritmo e velocidade para prover variedade.
• Use a pausa para criar suspense, expressar surpresa, mostrar a passagem de tempo ou para obter novamente a atenção das crianças.
• Evite falar num tom monótomo Confie em Deus para ajudá-lo a cultivar uma voz meiga e agradável.

2- Use linguagem apropriada
• Considere a idade e o pano de fundo das crianças;
• Use sentenças curtas e palavras simples, especialmente com crianças pequenas;
• Explique


O PREPARO DA LIÇÃO

• Orar pedindo sabedoria.
• Iniciar com bastante antecedência – pelo menos uma semana.
• Estudar o material auxiliar (figuras)
• Ler todo o material disponível: Bíblia, Histórias, Lição do Aluno, etc).
• Pesquisar todas as fontes possíveis: Mapas, Atlas, Dicionário da Bíblia, Enciclopédia Bíblica.
• Meditar sobre a Lição, tendo os alunos em mente.
• Fazer um plano onde você coloque as idéias importantes que não podem ser esquecidas e faça anotações das idéias que surgirem.
• Preparar o material ilustrativo.

“Um plano de lição cuidadosamente preparado é indispensável para o ensino eficaz. O que é o mapa para um viajante, a planta para o construtor, o esboço para o artista, é o plano da lição para o professor.”

• Anote o texto bíblico da Lição.
• Anote os pontos importantes da lição para não esquecer na hora de apresentar.
• Anote as coisas interessantes que você encontrou em suas pesquisas.
• Anote o texto áureo.
• Faça um esquema de aplicação pessoal
• Anote as perguntas que você tem para fazer aos alunos. Perguntas que os levam a pensar.
• Evitar perguntas que sugerem respostas “sim” ou “não”.
• Use todas as coisas que estão propostas na revista ou livro auxiliar e acrescente mais algumas, se desejar.
• Use a Bíblia em sua Lição. As crianças precisam compreender que a Bíblia é a principal base da lição ensinada.
• Fale ao coração das crianças. Não perca a oportunidade de fazer um chamado para que entreguem sua vida a Jesus.
• Leve as crianças a Cristo.
• Ensine a Lição com entusiasmo.
• Incentive as crianças a decorar e recitar o verso áureo.


RESULTADOS DE UMA LIÇÃO NÃO PREPARADA

Para o Professor

• Insegurança no falar.
• Falta de autoridade.
• Falta de vivacidade e entusiasmo.
• Informações erradas.
• Perda de tempo.

Para o Aluno

• Falta de aproveitamento.
• Indisciplina.
• Desinteresse.
• Indiferença
• Resistência ao Espírito Santo.
• Rejeição final.





6. ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM BÍBLICA

Definição:

Atividades baseadas na experiência, com idade apropriada que envolvem as crianças na aprendizagem sobre a Bíblia. Clareza e compreensão das verdades Bíblicas vem de atividades de participação.


Características:

• Cada atividade focalizada na descoberta dos conceitos Bíblicos.
• As atividades são interessantes e são formuladas para ajudar as crianças a aprenderem.
• A aprendizagem é clarificada através do diálogo/avaliação.
• Os participantes realizarão atividades que vão de encontro com estilos diferentes de aprendizagem.
• As atividades serão elaboradas umas nas outras para completar a compreensão do alvo da lição.

Para que servem as atividades de Aprendizagem Bíblica?
• Preparar para o estudo.
• Aplicação das verdades Bíblicas.
• Aprendizagem da informação.
• Socialização.
• Criar ilustrações concretas da lição.
• Cooperação.
• Preparação para o serviço.

O ciclo da Aprendizagem:

1. Aprendiz Imaginativo - Por que?
2. Aprendiz Analítico - O que?
3. Aprendiz do senso comum - Como?
4. Aprendiz Dinâmico - E se?




Tipos de Atividades?
 Música.
 Missões.
 Natureza.
 Ciência.
 Dramatização.
 Histórias.
 Marionetes.
 Escritura.
 Jogos.
 Atividades manuais.
 Atividades em grupo.
 Atividades escritas.

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM BÍBLICA
Ensinando de tal forma que as crianças possam se lembrar

Quais são as atividades de Aprendizagem Bíblica?
Aprendendo ao realizar experiências reais ou simuladas.

 Bíblia
As Atividades de Aprendizagem Bíblica levam as crianças para a Bíblia.
 Aprendizagem
Existe para ajudar as crianças a compreenderem um conceito Bíblico
 Atividades
Aprender fazendo
Criar oportunidades para experimentar algo


TIPOS DE ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM BÍBLICA
Escolha o tipo: dê às crianças a oportunidade de escolher.

 Atividades de Pesquisa
 Atividades Criativas de Escrita
 Atividades Artísticas
 Dramatizações
 Atividades de Simulação da vida real
 Jogos e quebra cabeças
 Atividades Experimentais

Atividades de Pesquisa
Atividades de Pesquisa fazem com que as crianças mais velhas investiguem informação.

 Estudos em mapas
 Pesquisa em dicionários
 Pesquisa em concordâncias
 Pesquisa Bíblica

Atividades Criativas de Escrita
As crianças de todas as idades colocam seus pensamentos em palavras ao escrever ou digitar.

 Cartas
 Poemas, textos e cânticos
 Histórias Bíblicas
 Jornais da classe
 Cópias de propaganda de fé e virtude





Atividades Artísticas
As crianças de todas as idades se expressam através da pintura e da linha.
 Painéis
Figuras pintadas
Colagens com figuras de revistas – palavras e figuras.
 Cartões
 Livros para pintar
 Selos e silhuetas

Atividades Artesanais
Atividades artesanais podem ajudar as crianças a testemunharem.
 Marionetes
Bonecos de saco de papel
Bonecos de meia
 Modelos
Escultura
Construção
 Maquetes
 Mapas com relevo
 Atividades artísticas em pratos de papel

Dramatizações
As crianças de todas as idades apreciam dramatizar.
 Textos e dramatizações.
 Charadas.
 Histórias dramatizadas.
 Histórias Bíblicas interagidas.
 Dramatização com bonecos.
 Dramatizações com sombra.

Atividades de Simulação da Vida
As criancinhas podem brincar de casinha; juvenis planejam em ter uma casa.
 Atividades relacionadas com alimentação
Fazendo lanches
Preparando comida para desabrigados
 Planejando e Elaborando
Um casamento
Um programa
Criando um bebê
Organizando uma casa
 Orçamento e Mordomia
 Vivência Familiar
Brincando de casinha
 Vivência Comunitária
Interagindo como ajudantes comunitários
 Caminha segura, queda segura
 Cenários da vida
Dando conselho, encenações de soluções

Jogos e Quebra Cabeças
O uso de jogos e quebra cabeças esporádicos: relacionando-os com a lição.
 Envolvendo jogos com perguntas
Perguntas simples
Os alunos serão premiados por causa das respostas corretas.
 Jogos com uma rápida aprendizagem
Para memorizar um verso ou passagem
 Quebra cabeças
Para revisar uma seqüência
 Códigos
Textos e mensagens codificadas.

Escolhendo Atividades para uma Lição
Como planejar uma lição ativa?
 Conserve o foco na lição Bíblica.
 Escolha uma variedade de atividades.
 Movimente as atividades em volta dos objetivos da lição.
 Não ensine somente pelos fatos; ensine para que haja compreensão.
 Ajude as crianças a experimentarem a histórias por elas mesmas.


MODOS DE APRENDIZAGEM
Para as criancinhas planeje um centro separado de aprendizagem para cada modo.
 Modo Visual
Vendo
 Modo Auditivo
Ouvindo
 Modo Tátil
Manipulando, tocando
 Modo Experimental
Fazendo

Atividades Visuais
“O que será que o que eu vi?”
 História em feltro
 Vídeos, e amostra de slides
 Cânticos ilustrados
 Lições objetivas
 Figuras, cartazes e faixas
 Vendo uma maquete

Atividades Auditivas
“O que será que o que eu ouvi?”
 Versos áureos musicais
 Histórias sendo contadas
 Jogos ouvidos
 Fitas e discos
 Efeitos sonoros
 Jograis e corais (falar os versos áureos)

Atividades Táteis
“Veja o que fiz!”
 Projetos criativos escritos (figura)
 Projetos artísticos e artesanais
 Manipulação de bonecos
 Fazendo quebra-cabeça
 Atividades com papel e lápis
 Projetos de construção
 Esculpindo e modelando com argila

Atividades Experimentais
“O que será que o que eu fiz?”
 Projetos de mãos na massa
 Envolvendo a vida da igreja
Participando de uma reunião
Orando, dizimando, jejuando
 Testemunhando
 Atividades de simulação da vida
 Passeios
 Caminhadas

Supervisionando as Atividades de Aprendizagem Bíblica
O que os líderes fazem para ajudar as crianças aprenderem destas atividades?
 Fazem com que as crianças se sintam incluídas
Especialmente aquelas que chegam depois que alguma atividade tenha começado
 Dizem o nome de cada atividade
 Dão instruções claras para a atividade
 Provêm todos os materiais necessários
 Reconhecem o esforço de cada pessoa
 Comentam com as crianças o que elas estão fazendo


Providenciando Materiais
Os materiais não precisam custar o tanto que você imagina

Materiais para se ter à mão
Alguns materiais, como tesouras e colas você também poderá usar numa Escola Bíblica de Férias.
 Equipamento
Tesouras, colas, réguas, fita adesiva.
 Suprimentos mais usados
Todos os tipos de papel
Canetinhas, lápis de escrever, lápis de cor, lápis de cera.
 Suprimentos eficazes mas opcionais
Cartolina, prato de papel, cartõeszinhos
 Materiais reciclados
Linhas, lãs, clipes de papel, pano, folhas, cascas de árvores, galhinhos, canudinhos, velas, pedaços de lápis.
 Materiais que você poderá substituir ou fazer
Cartaz de pintura, pintura a dedo, massinha, tinta
 Materiais caseiros e baratos
Sementes, feijões, sal, farinha, sabão, papel alumínio, papel de cera

Avaliando e Discutindo as Atividades
Avaliar e discutir ajuda as crianças a processarem o que aprenderam
 Comente sobre o que elas fizeram
Peça que mostrem o que fizeram ou criaram
Deixe-as falar o que pretenderam fazer
 Comente o que elas aprenderam
Pergunte-as como se sentem em relação a atividade
Pergunte o que aprenderam da atividade
 Relacione a atividade com a Bíblia
Pergunte o que a atividade lhes fala sobre o verso Bíblico
 Aplique o que elas aprenderam com a vida real de hoje.

Aplicando o que Aprenderam
O último um quarto de tempo deveria ser dedicado a aplicação da lição
 Pergunte às crianças, “O que Deus está querendo nos dizer através desta história (ou verso Bíblico)?”
Que deveríamos .... (fazer algo ou não fazer)
 Procure o princípio
Declare o princípio como mensagem
 Faça com que as crianças façam algo que
Compartilhem a mensagem
Assumam a mensagem

Típica Aplicação das Atividades
Facilite a aplicação e o compartilhamento da mensagem da lição
 Compartilhe a mensagem e o verso Bíblico criando:
Cartões, Balões com mensagens , Cartas/poemas/cânticos/brincadeiras
Um texto para encenação de uma situação da vida real que os faça falar/demonstrar a mensagem.
 Desafie as crianças a seguirem a mensagem, compartilhem-na durante a semana.


6. TRABALHOS MANUAIS QUE ENSINAM

Os trabalhos manuais são uma maneira interessante para as crianças expressarem sua criatividade e pensamento como também e as valoriza.

Para ser um diretor de trabalhos manuais bem sucedido você precisa:
• Amar muito as crianças.
• Seja organizado – tenha todas as ferramentas e materiais arrumados com antecedência. Tenha amostras do produto terminado e tenha possibilidade de ajudar as crianças a completarem o projeto.
• Escolha projetos simples – escolha o projeto certo para a idade de seus alunos.
• Tenha paciência.
• Lembrem-se, erros acontecem! Esteja pronto para transformar os erros das crianças em grandes peças de arte!
• Seja flexível para que o projeto não chateie as crianças. Não as force a continuar algo que as desencoraja para sempre.
• Selecione projetos que possam ser terminados num tempo específico e que as crianças não necessitem da sua ajuda.
• Selecione projetos que possam encorajar a criatividade e originalidade – as crianças se sentem melhor em relação a um projeto terminado que reflita as suas próprias idéias.

TRABALHOS MANUAIS PARA TODOS:
DIRETRIZES PARA QUALQUER IDADE

Idades de 2-4
Vigorosos esta faixa etária tem pouco controle muscular mas adora desenhar com cores brilhantes. Escolha lápis grandes e de manipulação fácil. Atividades sugestivas: pintura, desenho, modelagem com massinha, pintura a dedo.

Idades de 5-6
Embora os músculos não estejam ainda bem desenvolvidos e sem muita força nas mãos, há entusiasmo para uma variedade de materiais artísticos. Mas a atenção deles é bem curta então um projeto que não possa ser terminado numa sentada provavelmente não será interessante para uma criança de 5-6 anos. Atividades sugestivas: pintura, desenho, modelagem com massinha, colagem, trabalhos com pedrinhas, fazer marionetes, construção com palitos, tecer, mexer com estêncil, trabalhinhos com cerâmica, trabalhinhos com emplastro, fazer máscaras, pintura de blocos, trabalhinhos com panos, escultura com faca de plástico.

Idades de 7-9
Um alto nível de coordenação com um intenso interesse resulta em importantes atividades criativas nesta faixa etária. Crianças de 7-9 anos de idade podem usar uma variedade de ferramentas e materiais, seguem as instruções e realizam projetos sem muita supervisão. Atividades sugestivas: pintura, desenho, escultura modelada, emplastro, fazer marionetes, construção com palitos, panos, pintura em bloco, costura, móbile e mexer com couro.

Idades de 10-12
Grandes agulhas, pincéis e etc. podem ser trocados para o equivalente do tamanho adulto. O trabalho se torna mais detalhado e envolve mais planejamento. Como os alunos de 10-12 anos estão se tornando menos espontâneos e mais centrados em si mesmos o senso crítico é mais aguçado.






POR QUE USAR RECURSOS VISUAIS COM AS CRIANÇAS ?
Uma pesquisa revelou o grau de importância dos sentidos para a aprendizagem e memorização de fatos, sons, e imagens:
OLFATO.....................3%
PALADAR....................3%
TATO.......................6%
AUDIÇÃO....................13%
Enquanto que: VISÃO........75%





7. RELAÇÃO PROFESSOR X ALUNO

QUATRO NECESSIDADES BÁSICAS - RELAÇÃO PROF/ALUNO

ATMOSFERA BENEFÍCIOS
GANHANDO
O que um professor faz ou diz para fortalecer seu relacionamento com os alunos.  Desenvolvimento de relacionamentos.
 Desenvolvendo amizades.
UMA COESÃO POSITIVA
Os relacionamentos entre:
Aluno<>Aluno
Aluno<>Professor  Nós “pertencemos” “Alguém me valoriza”.
EXCLUSIVIDADE
Certifique-se de que todas as crianças se sintam parte do grupo, “pertencem”.  Parte de um grupo “Faço parte de algo grande”.
AMBIENTE SEGURO
Certifique-se de que ninguém se sinta “em risco”.

 Ambiente de aprendizagem.
 Autoconfiante.
 Habilidades interpessoais.
 Motivação.


8. EVANGELISMO

COMO LEVAR UMA CRIANÇA A CRISTO

1. Mostre-lhe sua NECESSIDADE de salvação; que nem todas as pessoas irão para o Céu; que ninguém é suficientemente bom para ir (Rm 3:23; Ap. 21:27; Jo 8:21,24).

2. Mostre-lhe o CAMINHO da salvação. A salvação é um presente gratuito porque Senhor Jesus tomou o nosso lugar na cruz, foi sepultado e ressuscitou dentre os mortos (Jo 3:16; Ef 2:8; I Co 15:3,4).

3. Leve-a a RECEBER o presente da salvação, Jesus cristo, confiando nEle como seu Salvador pessoal (Jo 1:12; Ap 3:20).

4. Através da Palavra de Deus ajude-a a TER SEGURANÇA de sua salvação (Jo 3:36; Ap 3:20; Hb 13:5).

5. Leve-a a CONFESSAR a Cristo (Mt. 10:32). Esta confissão deve ser feita a você, a outros obreiros e depois aos amigos. Se as circunstâncias permitirem, a criança poderá fazê-lo até mesmo num programa da igreja.


COMO LEVAR UMA CRIANÇA À CONSAGRAÇÃO

1. Interrogue a criança quanto a sua salvação, dando-lhe oportunidade de confessar a Cristo para você. Se ela não estiver convicta neste aspecto, não estará pronta para a consagração. Continue com os passos indicados em como levar uma criança a Cristo.

2. Se ela já estiver certa da sua salvação, leve-a a dar-se a Deus hoje, obedecendo inteiramente a tudo o que ela sabe que Deus deseja que ela faça (Rm 12:1; I Co 6:19,20).

3. Mostre-lhe que o Espirito Santo, que nela mora, ensinará, através da Bíblia, o que Ele quer que ela faça cada dia (Jo 14:26). Por exemplo: obedecer aos pais (Cl 3:20), testemunhar de Cristo onde estiver (At 1:8), separar um tempo para ler a Bíblia e orar (I Tm 2:1-5;4:15; 2 Tm 2:15), viver para agradar a Deus em todas as áreas da sua vida (I Tm 4:12).

4. Agora que você já conversou todas essas coisas com a criança, leve-a a fazer uma oração de dedicação: “Querido Senhor Jesus, hoje eu me dou ao Senhor. Quero que o Senhor tome o controle da minha vida. Ajude-me a viver cada dia para agradar-lhe e ser fiel em ler a sua palavra para que eu conheça o Seu plano para mim”. Ajude a criança a fazer também uma oração de agradecimento.

5. Ajude a criança a compreender que é pecado tomar o controle da sua vida novamente, e que, ao pecar, ela deve confessar a Deus, confiando que Ele a perdoará. E então, deixar que Ele, mais uma vez, dirija a sua vida (I Jo 1:9; Pv 3:5,6).







9. O LOUVOR


AMANDO O LOUVOR PARA AS CRIANÇAS

O QUE É LOUVOR?
Louvor é o ato de elogiar, exaltar, bendizer, e glorificar alguém ou algo.
QUAL É A DIFERENÇA DE CANTAR E LOUVAR?
Cantar é se expressar melodicamente segundo ritmo e compasso, ao contrário do louvor, onde usamos um meio de unir melodia com adoração.
POR QUE LOUVAR?
Porque Deus habita em meio aos louvores e é da boca dos pequeninos que sai o perfeito louvor!
O louvor é um meio de comunicação envolvente que eleva a alma e o espírito em ritmo de adoração . A Bíblia nos diz:
"Bendirei ao Senhor em todo o tempo e o seu louvor estará sempre nos meus lábios." (Salmos 34:1) . Isto quer dizer que mesmo na tribulação devemos oferecer sacrifícios de louvor (Hebreus 13:15), pode até não ser fácil para nós, porém devemos fazer sempre o melhor para o Senhor.
Enfim , o louvor expressa o nosso sentimento para com Deus. Torne este período em um momento de muita alegria e prazer, ensinando através dos cântico a adoração e gratidão a Deus, como também a comunhão entre os pequeninos.

QUE LOUVORES DEVEMOS ENSINAR?
Existem louvores específicos para cada ocasião. Escolha louvores que se relacione com a programação ( cultos infantis, aniversários, reuniões, cultos evangelísticos, etc.) . O professor em todo o tempo deve ter a meta de levar o aluno à Cristo também através do louvor.
Vejamos alguns tipos de louvor:
*Adoração- Para proporcionar um clima de exaltação ao Senhor;
*Comunhão- Para incentivar a unidade entre os pequeninos;
*Batalha Espiritual- os chamados "cânticos de guerra";
* Vitória- Aqueles que expressam júbilo e alegria ;
*Gratidão- Quando expressa alegria pelos feitos do Senhor;
*Evangelísticos- São aqueles que convidam à Salvação;
*Vida Cristã- São os que propõe o prazer nos deveres de cristão;
*Missões- Aqueles que convidam a anunciar as Boas-novas.
*Oferta- São os que sugerem e revelam o segredo da semeadura
*Cânticos Espirituais- Quando é recebido individualmente do Senhor.

COMO MINISTRAR O LOUVOR PARA CRIANÇAS?
Ao selecionar um cântico, o professor deve se responder as seguintes perguntas:
* É bíblico ?
* É objetivo ?
* O significado é fácil de entender ?
* É fácil de ser cantado?
* É apropriado para a idade?
* Tem a mensagem relacionada ao objetivo do culto ?

Primeiramente o professor deve conhecer bem o cântico a ser ministrado, utilizando-se de métodos variados. Vejamos algumas sugestões:
- Ensinando através de fantoches ( quando o fantoche, é quem canta )
- Com perguntas objetivas sobre a mensagem do cântico.
- Com lições objetivas que antecedem e se relacionem com o cântico.
- Visuais, gravuras, transparências, quadros e cartazes.

COMO ENSINAR UM CÂNTICO NOVO ?
* Primeiro cante o louvor inteiro;
* Explique a mensagem do cântico;
* Leia a mensagem com as crianças, repita com elas;
* Cante junto com os alunos por parte ou por inteiro;
* Divida os cânticos longos por partes ( uma por aula);
* Corrija algum erro que houver;
* Explique as palavras desconhecidas;
* Permita que as crianças o cantem sozinhas;
* Repita o cântico;

O QUE MAIS É NECESSÁRIO NO PERÍODO DO LOUVOR ?
* Ficar atento a própria expressão facial e corporal; mãos e braços são muito importantes;
* Não se preocupe em ser um grande maestro;
* Quando utilizar cartazes nunca esconda-se atrás dele;
* Mostre sua disposição e entusiasmo;
* Tenha consciência do que está cantando, tenha temor e reverência;
* Seja um exemplo na adoração, crianças são observadoras;
* Faça tudo de coração, expressando seus verdadeiros sentimentos;
* Ensine os pequeninos a louvarem em Espírito e em verdade;
*Prepare-os para a ministração da Palavra, cantando um cântico bem calmo;

COMO DINAMIZAR O PERÍODO DE LOUVOR
* Incentive os alunos, separando as vozes femininas e masculinas;
* Fazer uma pout- pourri, ou seja, uma sequência de cânticos sem parar;
* Faça sons diversos. (sons de animais, e objetos);
* Confeccione instrumentos musicais;
* Use idiomas diferentes;
* Faça dramatizações que se relacione ao cântico;
* Use e abuse dos gestos, eles são importantíssimos;
* Cante Salmos ( Uma vez que todos são cânticos);
* Ensine com dedicação os hinos tradicionais ( afim de resgatar origem, valores e riquezas que foram esquecidas ao longo dos tempos );


































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